novembro 12, 2010

PALAVRA DE HOMEM - A CAMA, AS MULHERES E O PECADO



Como a Tia Hedonê é assim, uma mãos largas... deixo-vos hoje mais uma:

PALAVRA DE HOMEM

Aínda assim, confessamente triste com a cruel realidade de que George Michael continue a ser homossexual. Há que manter Faith! Muita Faith. Guardando religiosamente na memória os momentos em que aquelas abençoadas calcinhas de ganga lhe moldavam as formas irresistíveis servidas em três ou quatro minutos de MTV. 
Ai! Não se destroem assim os sonhos de uma adolescente...

A CAMA, AS MULHERES E O PECADO

Odeio, todos os que comigo convivem de perto (ou, para bem da saúde do seu nariz, relativamente perto) o sabem, conduzir. Excepto, e neste ponto até a Sharon Stone o comprovará, na cama.

Na cama, o único trânsito a ter em conta é, alguns casos, o intestinal. Na cama, não há regras. É o salve-se quem puder. Ou melhor: é o venha-se quem souber. A cama é, no fundo, como uma verdadeira selva. Sobretudo para quem tem, como companheiro, o Tony Ramos.

A cama é uma sociedade dentro da sociedade. Mas sem hipocrisias.

Na cama, as tias são leoas. Os senhores são leões. E o George Michael continua a ser homossexual. E eu próprio continuo, eu sei, a ser imbecil.

A cama é a sociedade de dentro. A sociedade verdadeira. Ser hipócrita na cama vale o mesmo que ser hipócrita fora da cama. Ou, se for no “Passerelle” – e se incluir uma table-dance para abrir as hostilidades –, vale mais umas largas centenas (ou milhares) de euros.

Uma mulher louca na cama é uma mulher louca na mesa – por mais que o Marco Paulo insista em dizer o contrário. A loucura não é visual – simplesmente é. E se é na cama é na mesa. Ou em qualquer outro lado – pelo menos para quem não tem, ainda, problemas ao nível da coluna.

Um dia, alguém de grande capacidade intelectual (e ainda maior beleza física*) disse que a cama é a verdadeira igreja, onde todos os pecados, na sua plenitude, se expiam (e espiam, no caso dos voyeurs). Onde todas as verdades vêm ao de cima. Ou, nos casos em que o stock de “Viagra”, inesperadamente, entra em ruptura, ao de baixo.

É na cama que as grandes traições se cometem. Mas é nas grandes traições que estão as grandes verdades. A cama liberta, desprende de amarras. Pelo menos quando a nossa companheira abre, finalmente e por alguns momentos, as algemas.

Aproveito, em jeito de conclusão, para pedir desculpa, e paciência, aos meus colegas que, na redacção, terão a hercúlea tarefa de descodificar estes gatafunhos, quase indecifráveis, que lhes envio nesta folha amarrotada. Maldito colchão de água, caneco!



*julgo, agora que penso bem nisso, que esse alguém terei sido, curiosamente, eu.

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