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dezembro 01, 2010

PALAVRA DE HOMEM - FAZER-TE AMOR por Pedro Chagas Freitas


E porque é feriado, mas podia não ser, aqui fica a palavra do único homem, até agora, com livre acesso ao WonderLust Boudoir. E porque esta semana Pedro Chagas Freitas cometeu a proeza de lançar, não uma, mas DEZ obras. É d' homem!

PALAVRA DE HOMEM 
(clique no nome e aceda à informação)


Chuacs da Tia Hedonê e bom f...eriado!

fevereiro 19, 2009

Nada como um dia depois do outro


"Nada como um dia depois do outro". Era a frase escrita na parede do bar. A chamada filosofia de casa de banho sempre me intrigou. A necessidade que o ser humano tem de deixar a sua marca indelével neste mundo.
"Pensas demais!" - disse ele. Disse-ME ele. E a puta da frase deu-me que pensar. Pensar que penso demais. Nos outros, em mim, em tudo... Eu e os outros. É o axioma do momento. E são tantos outros para um só eu... ou será que tenho um outro para cada eu contido em mim? E pensando nisto, estou novamente a pensar.
A razão da minha vida é a razão. Não há bela sem razão. A bela sem razão é... o monstro.
Já sei que penso demais... que sinto muito por sentir demais. Ou de menos. Quais são afinal os limites do sentir? Nunca sei quais os pesos e as medidas. Ou as regras... Rótulos! É isso! Preciso de rótulos como de pão para a boca. Como de ar para os pulmões. Como o Romeu da Julieta. Como... marca. Sem rótulo não sei qual o valor da marca. Não sei qualificar o conteúdo. Quando um conteúdo não tem forma eu sinto-me tão perdida como uma criança na Casa dos Espelhos da Feira Popular.

Forma. Matéria. Nome. Rótulo. Está tudo certo. E tudo certo... sou eu. Eu... penso. Logo, existo! A culpa é do cabrão do Descartes que fez de nós todos atrasados emocionais.
Viver um dia depois do outro exige um desprendimento, mais que da forma, do formato. As fronteiras do desconhecido têm as cores do El-Dorado no deserto do Nevada - que eu não conheço a não ser dos filmes, mas que me pareceu uma imagem escorreita para um texto sobre a passagem do tempo, que segundo Einstein era obviamente relativo. Por esta ordem Einsteiniana de ideias - Tudo é relativo. O ontem que acabou de ser agora. O amanhã que inevitavelmente passará de prazo. E o intrigante AGORA. O presente sem pretéritos nunca poderá ser imperfeito ou perfeito. Não tem classificação ou dualidade. E será que consigo viver sem classificação? Aguentarei a Insustentável Leveza do Ser? Ou não Ser, eis a eterna questão. E voltamos à filosofia.
Está provado que não sei sentir sem pensar em sentir. Logo, não sei viver um dia depois do outro. Ou saberei, à minha maneira pessoal, intransmissível e angustiada. Cheia de Culpa Judaico-Cristã.
"How you love your precious guilt!" - É a frase que me ecoa no inconsciente colectivo povoado de cinema.
A Culpa é a eterna dualidade de sentimentos. Hélàs! Há esperança! Enquanto há Culpa há esperança. Esperança de sentir, ainda que na dualidade. Não é o mais auspicioso dos começos, mas... Que Deus possa unir o que a Esquizóidia fragmentou e a Psicopatia separou.
Sentir faz dói-dói, e eu não sei se há ligaduras à medida dos meus medos XL.


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