KERMIT
Antes de tecer qualquer outra consideração, a Tia Hedonê começa por deixar aqui os votos de um Ano 2011 mais Verdadeiro, mais Íntegro, e, se possível, mais Real.
Por Real, quero dizer: com os pés mais assentes no chão que pisamos e com a cabeça verdadeiramente em cima dos ombros. Observando os nossos actos e atitudes. Questionando as nossas acções. Fazendo um processo de auto análise que nos leve ao crescimento, em vez de permanecermos congelados entre os 2 e os 6 anos de idade. E é por isso que, depois de algum recolhimento e introspecção, de algum balanço feito, abro o ano de 2011 com a realidade que nos venderam, e vendem, há séculos: o Sapo!
Mas este sapo, não é um sapo qualquer. Este é o mais famoso sapo da História Contemporânea, da Pop Art. Cocas, na sua versão portuguesa: Kermit, de seu verdadeiro nome.
Quantas estórias ouvimos, vimos e lemos (quando já tínhamos idade e talento para isso) sobre o famoso Príncipe Encantado? Ou sobre o eterno sapo que, um dia, ao sentir nos lábios um beijo dado com o ardor do verdadeiro Amor (ou com o verdadeiro furor da tusa), se transformaria num belo, robusto, gentil, vigoroso, protector, amoroso, corajoso, blá... blá... blá... comida para gatos, rebéu-béu pardais ao ninho, Príncipe Encantado? (E porque é que em português o Príncipe é sempre Encantado e nunca Encantador?)
Em português: estórias de encantar. Em inglês: bed time stories. Em brasileiro: história p'ra boi dormir!
Minhas queridas, vamos lá enfrentar a dura realidade! Cá bem no fundo, todas nós sabemos que o Príncipe Encantado não tem pilinha. É, de tão perfeito, assexuado. Senão proponho o seguinte exercício de visualização criativa:
- Tentem imaginar um qualquer Príncipe Encantado - um qualquer - de todas as estórias que nos venderam, com um grande pénis erecto, com as veias salientes do sangue a latejar, com o prepúcio totalmente retraído e a glande lubrificada e brilhante.
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Pois. Bem me pareceu. O pénis vocês viram (e bem!). O Príncipe... aposto que não. Por uma simples, inegável e dura realidade: o Príncipe Encantado não tem os atributos acima descritos. O Príncipe Encantado não se despenteia. Pior! O Príncipe Encantado não NOS despenteia!
Na vida real, aqueles que se embrulham como Príncipes Encantados, quando os beijamos, transformam-se, na maior parte das vezes, mais depressa do que conseguimos dizer supercalifragilísticoexpialidoso, em sapos. Viscosos. Já se sabe: públicas virtudes, vícios privados...
Eu, prefiro a versão, púbicas virtudes em qualquer momento.
Também há sapos que apenas são... sapos. Ponto. Um coachar e já está. Já?! Quando damos pela coisa, o download já se deu e não tivemos sequer direito a banda larga. Ou a qualquer outro tipo de banda, uma vez que nem chegámos a ouvir a música.
Mas este ano, Hedonê, dissertará muito mais sobre estes assuntos e tantos outros que serão variações sobre o primordial tema.
Pelo sim, pelo não, minhas queridas... sapo por sapo, mais vale suspirarmos por este: Kermit. Afinal de contas, come moscas, namora com uma porca e é uma estrela. É, bem vistas as coisas, um sapo cheio de pinta. Charmoso. E não. Não vamos querer que se transforme num Príncipe Encantado. Gostamos dele assim. Verde de giro! Talentoso. Divertido.
Queridas, que o ano 2011 seja mágico. Se um sapo vos oferecer flores: ACEITEM! Já observaram bem o alcance da língua de um sapo?
I rest my case!
I rest my case!
Vossa Hedonê - Lilith is Back!



