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janeiro 04, 2011

COLÍRIO DA SEMANA - EU VI UM SAPO!


KERMIT

Antes de tecer qualquer outra consideração, a Tia Hedonê começa por deixar aqui os votos de um Ano 2011 mais Verdadeiro, mais Íntegro, e, se possível, mais Real.

Por Real, quero dizer: com os pés mais assentes no chão que pisamos e com a cabeça verdadeiramente em cima dos ombros. Observando os nossos actos e atitudes. Questionando as nossas acções. Fazendo um processo de auto análise que nos leve ao crescimento, em vez de permanecermos congelados entre os 2 e os 6 anos de idade.  E é por isso que, depois de algum recolhimento e introspecção, de algum balanço feito, abro o ano de 2011 com a realidade que nos venderam, e vendem, há séculos: o Sapo!

Mas este sapo, não é um sapo qualquer. Este é o mais famoso sapo da História Contemporânea, da Pop Art. Cocas, na sua versão portuguesa: Kermit, de seu verdadeiro nome.

Quantas estórias ouvimos, vimos e lemos (quando já tínhamos idade e talento para isso) sobre o famoso Príncipe Encantado? Ou sobre o eterno sapo que, um dia, ao sentir nos lábios um beijo dado com o ardor do verdadeiro Amor (ou com o verdadeiro furor da tusa), se transformaria num belo, robusto, gentil, vigoroso, protector, amoroso, corajoso, blá... blá... blá... comida para gatos, rebéu-béu pardais ao ninho, Príncipe Encantado? (E porque é que em português o Príncipe é sempre Encantado e nunca Encantador?)

Em português: estórias de encantar. Em inglês: bed time stories. Em brasileiro: história p'ra boi dormir!

Minhas queridas, vamos lá enfrentar a dura realidade! Cá bem no fundo, todas nós sabemos que o Príncipe Encantado não tem pilinha. É, de tão perfeito, assexuado. Senão proponho o seguinte exercício de visualização criativa:

- Tentem imaginar um qualquer Príncipe Encantado - um qualquer -  de todas as  estórias que nos venderam, com um grande pénis erecto, com as veias salientes do sangue a latejar, com o prepúcio totalmente retraído e a glande lubrificada e brilhante.

   ........ ........ .................  ....

... .... ........... .....

Pois. Bem me pareceu. O pénis vocês viram (e bem!). O Príncipe... aposto que não. Por uma simples, inegável e dura realidade: o Príncipe Encantado não tem os atributos acima descritos. O Príncipe Encantado não se despenteia. Pior! O Príncipe Encantado não NOS despenteia!

Na vida real, aqueles que se embrulham como Príncipes Encantados, quando os beijamos, transformam-se, na maior parte das vezes, mais depressa do que conseguimos dizer supercalifragilísticoexpialidoso, em sapos. Viscosos. Já se sabe: públicas virtudes, vícios privados... 
Eu, prefiro a versão, púbicas virtudes em qualquer momento.

Também há sapos que apenas são... sapos. Ponto. Um coachar e já está. Já?! Quando damos pela coisa, o download já se deu e não tivemos sequer direito a banda larga. Ou a qualquer outro tipo de banda, uma vez que nem chegámos a ouvir a música.

Mas este ano, Hedonê, dissertará muito mais sobre estes assuntos e tantos outros que serão variações sobre o primordial tema.

Pelo sim, pelo não, minhas queridas... sapo por sapo, mais vale suspirarmos por este: Kermit. Afinal de contas, come moscas, namora com uma porca e é uma estrela. É, bem vistas as coisas, um sapo cheio de pinta. Charmoso. E não. Não vamos querer que se transforme num Príncipe Encantado. Gostamos dele assim. Verde de giro! Talentoso. Divertido.

Queridas, que o ano 2011 seja mágico. Se um sapo vos oferecer flores: ACEITEM! Já observaram bem o alcance da língua de um sapo?

I rest my case!

Vossa Hedonê - Lilith is Back!

dezembro 21, 2010

COLÍRIO DA SEMANA (Especial de Natal) - SE7EN






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Ao primeiro dia, Deus criou o Dia e a Noite.
Ao segundo dia, Deus criou a Terra e o Mar.
Ao terceiro dia, Deus criou o Firmamento, o Céu.
Ao quarto dia, Deus criou as Estrelas e os Planetas.
Ao quinto dia, Deus criou os Pássaros e todos os Animais Marinhos.
Ao sexto dia, Deus criou todos os Animais Terrestres e criou o Ser Humano: Homem e Mulher.

... e ao Sétimo Dia, ao contrário do que rezam as crónicas, não descansou. Apenas teve tempo para parar um bocadinho e fumar um cigarro.  Tomou um café para despertar os sentidos - que o trabalho criativo é extenuante e cumprir prazos pode ser muito stressante - e refrescou o rosto ao espelho da casa de banho. E foi quando olhou para o espelho que teve uma epífania: criar um Ser à sua imagem e semelhança. E assim, ao Sétimo Dia, Deus correu para o estirador e criou a sua obra prima: Brad Pitt. Fez dele a Estrela Maior do nosso firmamento imaginação e transformou, desse dia em diante, a nossa vida num Inferno.

Brad Pitt é o Anjo da Anunciação. S. Gabriel Arcanjo na vida de Angelina Jolie. É Rei Mago. Estrela no topo da árvore, que é a oitava acima da cereja no topo do Bolo Rei. E a Tia Hedonê gostaria muito de o ter deitado nas palhinhas e fazer dele o seu "Personal Jesus". E depois desta frase herética, podem queimar-me na fogueira como a Joana D'Arc.

Ninguém personificaria tão bem o nosso calcanhar de Aquiles. O Louie do meu contentamento, esse Anjo atormentado de Anne Rice, cuja fragilidade comove e nos envolve na sensualidade da New Orleans de outros tempos.

E nunca  a Tia teve tanta vontade de ser manteiga de amendoim espalhada numa colher reluzente completamente entregue e rendida nos braços da Morte. Mas também, nunca a Morte foi tão humana. Tão nossa. Tão íntima e sensual. Depois,  travar renhinhos Combates num Clube  privado, e o leito como ringue de todas as batalhas, rodeado por lençóis de cetim onde todas as Lendas por contar seriam apenas as da Paixão.

A Tia Hedonê queria tanto conseguir resistir ao cliché da época... mas é difícil: Brad... all I want for Christmas is you!

Brad não é os Sete Pecados Capitais. É a Capital do Pecado. Sin City. É as Sete Virtudes Cardinais. Rosa dos Ventos. Bússula que desnorteia a Thelma que há em mim.

Jardim Suspenso da Babilónia. Perfume-Homem. Bastardo Inglório que nunca teremos...

Queridas Sobrinhas e Sobrinhos, este post é para Destruir Depois de Lêr na lareira das nossas retinas.


Vossa Hedonê, em estado sazonal. Feliz Natalidade, porque olhar para o Brad Pitt, faz-me renascer a cada momento... Ó Cristo da minha Cruz! Jesus.



BRAD PITT

novembro 20, 2010

Para Homens Emocionalmente Ceguinhos - PERFUME DE MULHER

A Tia Hedonê hoje acordou assim, em modo de Tango. Ai, queridas, são tão poucos os homens que sabem dançar... e muito menos o Tango!

É que eles, nem mesmo vendo bem dos dois olhinhos, quanto mais ceguinhos como a personagem de Al Pacino, Frank, em Perfume de Mulher.

Fica a minha ideia de Príncipe Encantado para este Sábado solarengo, mas frio. Para que nos aqueça as noites da imaginação. Os dias, os momentos de nostalgia dos amores que nunca aconteceram. 

Quem não gostaria de ter um Frank? Esse invisual de mau feitío que vê mais longe que qualquer calhau com quatro olhos? Isto se usarem óculos, é claro! Porque os homens, na sua maioria, são míopes  e hipermetropes dos sentidos. 

Frank conduz Ferraris, dança o Tango com a graciosidade de um bailarino experiente no corpo feminino... adivinha-nos o perfume. O perfume de sermos mulheres. Basta-nos isto para pressentir como seria na cama. Sim, uma mulher sabe estas coisas. A forma como um homem conduz, ou a forma como dança diz-nos quase tudo o que quisermos saber sobre a sua performance no vale dos lençóis.

Meninos, vão aprender a dançar, que a Tia e as suas Sobrinhas ADORAM homens que saibam dançar... e... conduzir. E cuidadinho! Velocidade não é sinónimo de ritmo! ;) Entendidos?

E mais não digo, que hoje é Sábado e devem estar todos de ressaca e muito cansados por terem estado de copo na mão uma noite inteira a mexer os olhinhos nas discotecas da moda, a ver se o que vinha à rede era peixe... ou carne!

Achas que sabes Dançar?

Ora então, observa! E é se não queres passar o resto da vida agarrado à bengala!





A Tia dedica este post a todos os Michaels, que tal como o namorado de Donna, vagueiam por aí. A todos os ceguinhos emocionais, que não têm a mínima pista daquilo pelo qual é composto o Perfume de Mulher...

"Frank - So, Donna,ah... do you tango ?
 
Donna - No. I wanted to learn once, but --
 
Frank -But ?
 
Donna - But Michael didn't want to.
 
Frank - Michael, the one you're waiting for.
 
Donna - Michael thinks the tango's hysterical.
 
Frank - Well, I think Michael's hysterical.
Would you like to learn to tango, Donna ?
 
Donna - Right now ? 
 
Frank - I'm offering you my services... free of charge.
What do you say ?

Donna - I think I'd be a little afraid.
 
Frank -Of what ?
 
Donna -Afraid of making a mistake.
 
Frank- No mistakes in the tango, not like life.
It's simple. That's what makes the tango so great.
If you make a mistake, get all tangled up, just tango on"


Vossa, Hedonê




outubro 18, 2010

A Publicidade nos anos 90 ou o Príncipe Encantado em versão Bad Boy!

Os anos 90 trouxeram consigo uma viragem em termos de comunicação publicitária. As estratégias de comunicação são planeadas ao milímetro, e não há nenhuma grande marca que arrisque ou aposte na mudança, se não for para ganhar.

Até ao início dos anos 90 a imagem feminina é que vendia tudo, mais vestida ou mais despida, de automóveis a latas de conserva, a Mulher era O objecto...  mesmo que não fizesse muito sentido, desde que houvesse uma bela e torneada mulher, com um sorriso apelativo, um olhar dengoso, umas pernas chamativas com decote a condizer: A Mulher vendia, para Homem comprar.

No final dos anos 30, a publicidade em Portugal entrou em movimento retrógrado. No "tempo da outra senhora" não havia cá desavergonhadas armadas em pin ups empoleiradas em cima de automóveis! Que é lá isso?! Em Portugal, nesse tempo, as saias voltaram a aumentar de comprimento, as blusas abotoaram-se até ao último botão, e o que se cultivava era a sobriedade fria do regime. O ideal da família e da dona de casa perfeita (muitas desesperadas, tenho a certeza!). As mulheres perfeitas e dedicadas. Obedientes.

Os homens só apareciam para vender negócios. Cinzentos e sizudos. Porque os homens são sérios. 

Com a viragem para a última década do século XX, o perfil do consumidor começou a mudar. As mulheres começaram a ter cargos de poder, começaram a ser mais independentes a todos os níveis. Divorciavam-se. Viviam sozinhas. Bebiam sozinhas ou com amigas. Soltaram a franga! E como já tinham queimado soutiens nos anos 60, agora queriam era um wonderbra de qualidade.

Os Senhores do Marketing, que de parvos não têm nada, começaram a perceber que havia estratégias a mudar se queriam conquistar as mulheres como consumidoras. 

Foi quando os Homens começaram a ser objectos sexuais na publicidade. Tiraram as gravatas e os fatos e começaram a mostrar o que  vendia... perdão, valia um bom "six pack" (vulgo abdominais desenhados por Mestre Da Vinci)

Um dos mais icónicos foi o anúncio da Diet Coke, que em vez de mostrar  um bando de mulheres magricelas a dizer que Diet Coke as mantinha na linha, desalinharam-se todas com o trolha das 11:30h...

Mas para mim, a mudança mais genial de imagem de uma marca nos anos 90 foi a da Martini. (Tão genial que a Sapo ressuscitou o anúncio há pouco tempo.)

Da menina dos anos 80, que se bamboleava pela rua de bandeja na mão cheia de copos de Martini, a deslizar nuns patins e enfiada num cinto que vagamente se parecia com uma saia, para os ir entregar a um grupo de homens de negócios, com ar de quem precisava descomprimir, passou-se para um conceito, estilo e imagem que até hoje ninguém esqueceu: o famoso Martini Man. Quem nunca repetiu aquele roçar sugestivo do polegar pelos lábios que atire a primeira pedra...

O Homem da Martini foi muito estudado antes de ser parido. Foi feito um inquérito a milhares de mulheres um pouco por todo o mundo ocidental, para que os Senhores do Marketing percebessem quais os arquétipos masculinos que agradavam às novas consumidoras. De que actores mais gostavam. Assim, o Homem da Martini é uma mistura stirred de Bogart no Casablanca com James Bond em todo o lado. Nada Dry, mas, definitivamente, muito shaken. Mesmo sem Vodka, deixa-nos a babar russo!

E usar a figura icónica de Onassis, o milionário dos milionários, foi de um atrevimento delicioso. Charlize Theron foi lançada para o estrelato por uma malha...

Os homens queriam ser o Homem da Martini. As mulheres queriam o Homem da Martini. E assim se foram vendendo e esvaziando garrafas. O que pode ter acontecido a muita mulher é ter bebido tanto na tentativa de o encontrar, que qualquer labrego de óculos escuros marchava. No outro dia de manhã é que a coisa podia ficar complicada...

Deleitem-se. Deliciem-se. Babem-se. Bebam Martini ou o que vos apetecer. On the rocks. Com Limão. Mesmo que não gostem. Como escreveu Fernando Namora: "Ninguém contraria o marketing por muito tempo. Ninguém contraria os fabricantes de bem fazer o bom cidadão. E tudo graças ao marketing."

Que diríam os patrões hoje em dia destas pausas no trabalho?!



Elas gostam deles é em versão Lobo Mau. Mas vestidos como Príncipes...



É caso para dizer: grande malha!












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