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abril 02, 2020

Lúcifer Morningstar. Ou será Ereshkigal revisitada?


Lúcifer Morningstar a.k.a. Tom Hellis

Dilect@s Sobrinh@s

não faço promessas para não faltar com a minha palavra. tantas foram as  vezes em que anunciei o meu regresso. fui e vim (sabendo que a melhor parte é sempre esta). escondi-me e voltei.
vivemos tempos únicos nesta nossa imberbe humanidade. e que oportunidade de ouro nos é dada para vasculharmos no mais recôndito do nosso ser!  descobrir os nosso inferno pessoal ou a nossa centelha divina. ou ambos, porque a integração das polaridades é o propósito.

anyway darlings... em tempos de pandemia, estados de emergência, o mundo em pé de guerra, o apocalipse vivido com glacé, netflix, zoom e o conforto do lar. em tempos de prisão domiciliária para todos quero tornar o meu tempo útil e estar ao serviço a partir do que de melhor tenho para oferecer: a minha atemporalidade como contadora de estórias. aquele espaço-tempo da humanidade a que se chama eternidade.

e quem melhor para me ajudar a dar o mote que o meu querido Lúcifer? o meu anjo de LUX, tão irrestivelmente bem interpretado pelo humano Tom Ellis. 

pois estou de volta como o Diabo gosta. em modo serviço público, numa espécie de higiene existêncial do Bom, do Belo e da InspirAcção. parece um paradoxo, não é?

a Vida neste corpo que nos emprestaram é curta e fugaz. façamos amor com ela. como se não houvesse amanhã, porque pode mesmo não haver amanhã.

"life in every breath"

Morningstar é a Estrela da Manhã. Vénus. Lúcifer é o Portador da Luz. 

mas antes de ser a estrela da manhã, Vénus, Afrodite, a Inanna do Sumérios, Isis, Ishtar, Perséfone, faz o seu mergulho ao submundo. o mesmo mito, vários nomes. Inanna quis o trono de sua irmã Ereshkigal a Deusa do Submundo Sumério - a única Deusa num panteão reservado aos Deuses. como depois de Carl Jung ter andado aqui na terra nunca mais se olhou para a mitologia da mesma forma, Inanna e Ereshkigal são, de certa forma, as duas faces da mesma moeda. a descida de Inanna ao submundo faz-me lembrar a história de um certo anjo caído num livro muito conhecido... que fala muito sobre polaridades que se pretendem integradas e não de estórias de domínio a partir do medo sobre o colectivo adormecido.

se Ereshkigal se sentia injustiçada e continuava a agir de acordo com a vontade dos deuses, então os humanos não deviam fazer diferente. no submundo ela recompensava o bem e punia o mal, e mais importante ainda: mantinha os mortos onde eles pertenciam.

onde andamos nós aqui no meio destas histórias todas? 

aqui no Boudoir, é claro! 

e vocês, o que é que vocês realmente desejam neste tempos excêntricos que atravessamos?

contem-me tudo, que a Tia adora ouvir os vosso mais profundos desejos.

P.S. - Vénus está quase, quase a ficar retrógrada nos céus. significa que Inanna se prepara para mais um descida aos Infernos. assim sendo, darlings, o melhor é fazerem a descida na companhia da vossa Tia Hedonê.

Chuacs!



dezembro 18, 2010

"As opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la!"


Agora, que já me sinto um pouquinho mais restabelecida do AVE pelo qual ía sendo fulminada esta semana, causado pela frente quente vinda de Málaga, volto para vos dar as Boas Festas, através das palavras daquela que é uma das mentoras da Tia Hedonê: a Dra Rute Remédios, esse prodígio da Sexologia.

Mulher com uma sabedoria sem igual. Certo?! Certo.

Fica o poema e as imagens. Inspirem. Respirem a sabedoria e preparem-se para o Colírio da Semana (especial de Natal). Suspirem. Muito. Se respirar é viver, suspirar é RE Viver, e ajuda a oxigenar o organismo.

"FELIZ NATAL PARA TODOS

Foi por ti, meu amor, que eu esperei.
 Por ti. Só. Nesta noite sem igual.
Vem fazer do meu corpo um Bolo-Rei. Comer-me a fruta cristalizada ao natural.
E se no final  aínda te sentires fraco;
Podes também comer o meu buraco."




Vossa, Hedonê

E já sabem: "As opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la!"

novembro 19, 2010

As Novas Cartas Portuguesas e As Três Marias

Quando o medo ultrapassa a realidade: 

a história de um livro proscrito

(clicar no link acima para ter acesso ao artígo completo)

"Foram apontadas a dedo, julgadas por pornografia, olhadas como extraterrestres. Tudo porque escreveram aquilo que "senhoras não deviam sequer pensar". Foram salvas pelo 25 de Abril. Fundaram o único movimento feminista português. E, no meio dos sustos, divertiram-se muitíssimo."

A Tia Hedonê, deixa-vos hoje com um artígo maravilhoso publicado pela Ípsilon. Palavras para quê? Leiam o artígo e percebam um pouco da história destas três mulheres que um dia decidiram quebrar tabús, fronteiras, barreiras e falar da sexualidade feminina muito abertamente e sem papas na língua. Num Portugal cristalizado foi um acto de coragem.


"Tantos anos depois, as NCP permanecem de uma actualidade imensa. "Nós tocámos em coisas tabu: a masturbação, a menstruação, o prazer da mulher que é diferente do que o homem acha que é o prazer da mulher. As mulheres escrevem sobre mulheres normais e nós fizemos isso. E isso causou escândalo", argumenta Teresa Horta. Ainda hoje, não é evidente: "Nas aulas, a Ana Luísa Amaral faz sempre um jogo. Dá um texto das 'Cartas' onde se descreve um corpo de homem, mas, antes do fim, pergunta o que é e os alunos dizem que é uma mulher. É um lugar comum que a descrição de um corpo é sempre uma mulher."

E quem fala assim, não é Gaga! ;)
Chuacs da Tia, e boas leituras!
Vossa Hedonê 

outubro 29, 2010

NO RULES... GREAT SCOTCH!

A vossa querida Hedonê, moi même, hoje passou por aqui para vos presentear. Hoje estou assim: uma mãos largas!

Anda para aí um grande "sururu" que um tal de Saturno anda em Balança a obrigar-nos a fazer revisões constitucionais. Mas a Vénus, essa Deusa saída dos mares, passeia a sua beleza por Escorpião e quer ditar as regras do jogo - disfarçadamente, claro... Dizem que está retrógrada. Então, num ataque vintage, apeteceu-me retrogradar também. Para sítios onde não há regras. Onde o jogo é feito de olhares desafiadores. Mas o jogo é limpo. Claro como as águas escorpiónicas. Mais uma passa no cigarro e um sorriso irónico ao canto da boca. E percebam como é o homem que fica perturbado... Ó Tio Freud, os homens é que invejam os pénis uns dos outros, percebe?!

Embriaguem-se em sonhos húmidos, que por enquanto não pagam IVA nem IRS. Assim como assim já nos foderam a todos...

E observem com atenção essa Lilith Hollywoodesca que disse que: "Não há nada mais poderoso que um cérebro e uma vagina."

Mas, menos paleio e mais acção.

É caso para dizer: No Rules... Great Scotish! Yummy Yummy!



março 11, 2008

Em Busca da Anima Perdida

Tenho que admiti-lo. Com toda a frontalidade. Há um Casanova dentro de mim. Tenho um Animus muito activo... E o que faz uma mulher com um Animus exaltado? Ou sofrerei apenas do mito da Mulher Selvagem, de que nos fala Clarissa Pinkóla-Éstès no seu fabuloso livro As Mulheres que Correm com os Lobos? Sou uma mulher com muita energia yang, como se designa no Oriente. Chame-se o que se lhe chamar, não deixa de haver dentro de mim, um Casanova atrevido e inquieto. Homossexual, se me permitem. O Casanova que me habita gosta do cheiro a after-shave, do cheiro da testosterona em acção, de uma barba ligeiramente por fazer, de braços fortes e de mãos firmes, das pernas do Figo, de narizes aquilinos e cheios de personalidade, da virilidade espartana, dos heróis gregos, do Brad Pitt no Tróia, do Mel Gibson no Braveheart, de homens de kilt, do Heath Ledger (esse malandro que nos abandonou antes de tempo e nos deixou viúvas precoces do seu talento) a fazer de Casanova, a respiração quente ao ouvido, do Reinaldo Gianechinni ( que não sei se é assim que se escreve, mas... who cares?! Ao olhar para aquele sorriso sinto-me sempre analfabeta), da virilidade do Banderas, e do seu sotaque espanhol, do Fascínio de Rogério Samora - sim, o que é Nacional é muito bom! Esse Casanova que salta de telhado em telhado discute amiúde com a a minha Anima perdida. Terei um caso de violência doméstica interno? A mulher que há em mim é ainda muito conservadora. Vive de crenças tão antigas como o Estado Novo, mas tão presentes quanto este. Valha-me S. Carl Jung!!! Que Freud explica, eu já sei. Mas explicar-lhes a eles, a todos os homens da minha vida, que cada um deles tem uma caixinha especial dentro do meu coração?! Eles pressentem o Casanova. Será que fogem porque o meu Casanova tem mais testosterona que eles? Oh Tio Freud, explique lá mais uma vez, como se eu tivesse três anos e estivesse agora a entrar na fase edípica!
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