novembro 19, 2010

As Novas Cartas Portuguesas e As Três Marias

Quando o medo ultrapassa a realidade: 

a história de um livro proscrito

(clicar no link acima para ter acesso ao artígo completo)

"Foram apontadas a dedo, julgadas por pornografia, olhadas como extraterrestres. Tudo porque escreveram aquilo que "senhoras não deviam sequer pensar". Foram salvas pelo 25 de Abril. Fundaram o único movimento feminista português. E, no meio dos sustos, divertiram-se muitíssimo."

A Tia Hedonê, deixa-vos hoje com um artígo maravilhoso publicado pela Ípsilon. Palavras para quê? Leiam o artígo e percebam um pouco da história destas três mulheres que um dia decidiram quebrar tabús, fronteiras, barreiras e falar da sexualidade feminina muito abertamente e sem papas na língua. Num Portugal cristalizado foi um acto de coragem.


"Tantos anos depois, as NCP permanecem de uma actualidade imensa. "Nós tocámos em coisas tabu: a masturbação, a menstruação, o prazer da mulher que é diferente do que o homem acha que é o prazer da mulher. As mulheres escrevem sobre mulheres normais e nós fizemos isso. E isso causou escândalo", argumenta Teresa Horta. Ainda hoje, não é evidente: "Nas aulas, a Ana Luísa Amaral faz sempre um jogo. Dá um texto das 'Cartas' onde se descreve um corpo de homem, mas, antes do fim, pergunta o que é e os alunos dizem que é uma mulher. É um lugar comum que a descrição de um corpo é sempre uma mulher."

E quem fala assim, não é Gaga! ;)
Chuacs da Tia, e boas leituras!
Vossa Hedonê 

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